Texto, Quadro de comunicações

Descrição gerada automaticamente

Contato com a autora: eni.oliveirafantini@gmail.com

Autora: Eni de Oliveira Fantini

O livro é uma rica coleção de escritos ao longo de quase duas décadas. São 135 páginas agradáveis de se ler e que nos remetem ao nosso passado e a refletir sobre nossas vitórias, derrotas e amarras de sempre, porém sem deixar de nos estimular a viver em busca da felicidade.

São quase setenta temas trazendo Eni até nós com sua extraordinária memória e visão de vida. O livro está na Edição do Autor e pode ser encomendado pelo endereço da autora eni.oliveirafantini@gmail.com ou pelo telefone (31) 987941355

EXCERTOS, VÍDEOS, INSTAGRAM

Imperdíveis. Esperamos que eles tornem irresistível a vontade de conhecer a obra por completo.

Uma bela apresentação de excertos: https://youtu.be/RHdkobfHxMM

Cenas do Lançamento do livro: https://www.instagram.com/alemdosilenciolivro/

Trechos escolhidos:

“Hoje estou dividida. Penso que extrapolei ontem na festa da família. Fiquei bem à vontade com uma taça de vinho. Fui dizendo o que me vinha à mente. Olhos arregalados, indagadores, incrédulos me olhavam”

“Louca não fico mais. Percebo, sinto, penso. Não me faltam clareza, compreensão…Ao escrever me esclareço de mim…Terreno compartilhado entre muitas emoções parece sempre inseguro. Posso, quero, devo – a que custo?”

“Da memória recente, datada de ontem, me vem a imagem cantante, brincante de Maria Farinha, a contadora de histórias …Ela, a moça, me emociona. É lá que queria estar”

“Começo a pensar, relacionar as coisas a que me propus fazer e fiz. Transformei ideias, sonhos, projetos …”

“Hoje, cuidei de mim, menina, dizendo: Você vai sobreviver. Vou cuidar de seu cabelo e deixá-lo crescer. Vista este vestido rodado, estas meias finas e este sapatinho … Lembre-se da beleza e do perfume das flores … Lembra das moças que, no carnaval, passavam pela trilha ao lado do rio … Você vai se sentir menos só e menos triste”

“Meu coração está limpo e leve. Começo a reconstruir. Melhor, começo a construir uma relação nova com as pessoas, com a vida e comigo também.”

“Um forte desejo de liberdade tem estado presente em minha vida há muito tempo”

“Eu queria chorar. Sofrer. Sentir minha dor de ver. De ver o imponderável artifício”.

“Gostava de passar as tardes de domingo com meus país … Era o lugar mais seguro do mundo … Fui mãe seis vezes. Só de homens. Quantas imagens diferentes de mulher acabei criando! Cada filho tem sua imagem própria da mãe. E são muito diferentes”

“Se artista é o que cria, recria algo, todos temos alma de artistas, por estarmos a criar a vida que sonhamos viver”

“Fico a pensar. A recordar como aprecio tantas coisas e como me enfastiam tantas outras. Sobreviver não basta. A literatura, a cerâmica, a aquarela. Trabalho, sonho, dor e prazer. Com cor e poesia.”

“Em dias secos, o retardar das águas me aperta o peito. Começo a visualizar a terra como um deserto, o rio seco, o tronco morto. Urubus a circular no ar parado do azul sem fim…Penso que posso acabar em deserto -areia, calor secura; lagartos, escorpiões”

“Já me disseram:/carregas o mundo nos ombros./ Tu és carne de pescoço. /Pensas que é mulher de Deus? … /O peso que carreguei não mais me pesas …/Ando atrás de quem me diga/ onde está o fim do mundo. … /Um lugar simples despojado/Onde as fontes brotam e as palavras falam. /Meu lugar de ser sozinha e pura”.

“Desafiadora é a tarefa de penetrar o universo masculino … Admiro objetividade e foco … Só fico perplexa com a eleição de valores. Que seria mais importante? O carro ou a árvore? O espaço ou os edifícios? A grama ou o cimento? Rodeada por homens, me resguardo e observo”

“Recebi uma mensagem com palavras e desenhos de Picasso. Observo a linha do desenho. É uma linha pura, simples, clara, fluida e que sabe aonde vai … Eu também quero aquela linha para desenhar: linha simples, forte, cheia de emoção. A minha linha. Que transponha tropeços e embaraços”

“Olho a vida. Medo coragem? /Que decisão mais besta tomei. /Sobrevivi onde o prazer é negado/E o sexo é perigoso”

Percebo que ando irritada … Querem me por na linha, na caixa, no padrão … Eu já sou normal demais. Na verdade, sofro de ‘normose’ … que nunca me trouxe alegria nem amor”

“Falta algo, isso está claro. Talvez andar pela margem de um rio, de um pequeno curso d’água. Sombras de árvores e o brilho do sol dançando em verdes “

‘Passamos por abril e maio. Aqui estou, na mesma quarentena … Visitas que não se fazem, passeios adiados … A solidão não é tão grande por causa da amorosidade e cuidados da família”.

“Acordo com o verso esperançar a terra e confirmo, ou melhor, aprendo sutilezas dos sinais do universo e da lei de causa e efeito. Quem me mostra? A vida e seus personagens – noticias nas redes. Educação e Paulo Freire. Gosto mesmo é de arte e de histórias. O silêncio merece ser ouvido com cuidado, desejo”.

Posted by Brasil 2049

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *